Por interesses partidários e pessoais, Prefeito e Presidente da Alerj unem forças enquanto Campos dos Goytacazes enfrenta crise política e social.
A união política entre o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está cada vez mais evidente e consolidada. O que antes parecia uma rivalidade local, hoje se transforma em uma aliança estratégica movida por interesses partidários e pessoais, visando fortalecer seus próprios grupos políticos.
A reaproximação, que vem se desenhando há meses, tem como pano de fundo a disputa pelo poder e a manutenção de influência nos cargos públicos e nas futuras eleições. Nos bastidores, comenta-se que a união busca concentrar forças para garantir o controle político de Campos e ampliar o alcance no interior do Estado.
Enquanto isso, a população campista assiste de camarote à estagnação da cidade, mergulhada em problemas graves de infraestrutura, saúde, desemprego e abandono de políticas públicas. Muitos moradores afirmam que Campos vive um dos piores momentos de sua história recente, sem uma oposição verdadeira que fiscalize o poder e defenda os interesses do povo.
Com o enfraquecimento de vozes independentes e o domínio das duas maiores forças políticas locais, a democracia perde espaço. Diversos campistas têm manifestado desânimo e desconfiança na política, e não são poucos os que decidem deixar a cidade em busca de melhores condições de vida.
O que se observa hoje é um cenário preocupante: um município sem oposição, sem debate e sem esperança de renovação. A política campista parece ter se tornado um jogo de interesses particulares, enquanto o cidadão comum paga o preço da falta de gestão e da ausência de representatividade.
Conclusão:
A aliança entre Wladimir Garotinho e Rodrigo Bacellar pode fortalecer seus projetos pessoais, mas enfraquece o papel fiscalizador e o equilíbrio democrático em Campos dos Goytacazes. A cidade, que já foi referência econômica e cultural no interior fluminense, hoje luta para reencontrar seu rumo — enquanto a classe política segue pensando em eleições, e não em soluções.




